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Didgeridoo: o que é, benefícios, sacralidade…

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O Que É

Didgeridoo é um instrumento musical de sopro, consistindo em um tubo oco sem nenhum orifício, a não ser em suas duas extremidades, sendo que em uma delas há um bocal.

Em geral, tem forma cilíndrica ou cônica e o comprimento entre 1 a 2 metros, variando o som conforme o tipo de material de que é feito, o grau de secura desse material (quando houver possibilidade dessa variação), seu comprimento, diâmetro de sua cavidade, espessura e grau de rigidez de sua parede, sua forma, tamanho e tipo de bocal e maneira de tocá-lo. Esses fatores somados dão uma sonoridade própria a cada Didgeridoo.

Ele funciona como um amplificador e alterador dos sons provocados pelos lábios, língua e cordas vocais; portanto, são incontáveis as variações sonoras que podem ser criadas. Assim, saiba: os sons do Didgeridoo não são propriamente do Didgeridoo, mas de quem o toca!

Os Didgeridoos podem ser feitos de vários materiais, como de bambus com diâmetros e características favoráveis, por exemplo, o Madake, Hatiku e Mossô, de árvores e plantas, como eucalipto, embaúba e agave, e também de tubo de PVC, vidro, plástico, papelão e couro enrijecido. Enfim, ele pode ser feito de qualquer material que possa, natural ou artificialmente, se tornar um tubo oco no qual o ar não atrevesse a sua parede.

Os aborígines australianos atualmente o fazem principalmente de eucalipto, pois em seu país há muitas espécies de eucaliptos nativos, além do que há um tipo de cupim, muito comum na Austrália, que torna o cerne dos eucaliptos oco, facilitando assim a produção de Didgeridoos.

Origem

Nenhum texto alternativo automático disponível.Uma das lendas sobre a origem do Didgeridoo conta que, em um tempo em que não havia estrelas no céu, para evidenciar nossa pequenez frente a este Universo, e em que não havia música, para aflorar nossa sensibilidade, um grupo de aborígines se reuniu à volta de uma fogueira simplesmente para apreciá-la. O mais atento deles percebeu que de um pedaço de madeira em chamas saíam pequenos insetos.

Sentindo compaixão por eles, rapidamente tirou aquele pedaço de madeira da fogueira e, vendo que era oco, assoprou-o para o alto para retirar os insetos da quente madeira. Ao assoprar, o som do Didgeridoo ecoou pela noite e, ao irem para o alto os pequenos insetos, as estrelas se formaram…

Lendas à parte, o Didgeridoo realmente veio dos aborígines do norte da Austrália, sendo, segundo alguns historiadores, o instrumento musical mais antigo do mundo. Considerando pinturas rupestres encontradas naquele país, estima-se que exista há aproximadamente 40.000 anos.

Sacralidade

Das diferentes culturas atuais, a dos aborígines australianos é a mais antiga, e eles consideram o Didgeridoo um instrumento sagrado, tocando-o em seus rituais místico-religiosos.

Mesmo para uma pessoa comum, o som do Didgeridoo intriga. Sob o impacto de seu som, é habitual identificarmos um silêncio profundo em quem o ouve. Parece que ele nos remete a lembranças primordiais que nosso consciente não consegue identificar, e é comum pessoas que nunca o ouviram antes comentarem sobre o seu som: “Sinto que ele me é muito familiar, e estou me sentindo muito preenchido com este reencontro…”

O fato é: o Didgeridoo emite uma forte vibração quando o tocamos, dando uma sensação de força e poder em quem o toca e uma sensação de magia em que o ouve.

A Palavra “Didgeridoo”

A maioria dos estudiosos do assunto considera que a palavra “Didgeridoo” é onomatopaica (palavra cuja pronúncia imita o som natural do que ela denomina), inventada por ocidentais. Mas alguns consideram possível ser ela uma derivação de duas palavras irlandesas: dúdaire ou dúidire, que tem vários significados, como “corneteiro”, “fumante inveterado”, “soprador”, “pescoçudo”, “abelhudo”, “aquele que cantarola”, “cantor de canções populares com voz macia e aveludada”, e a palavra dubh, que significa “negro”, ou duth, que significa “nativo”.

Na Austrália, há pelo menos 45 sinônimos para o nome Didgeridoo, dependendo da tribo ou da região. Estão entre esses sinônimos: bambu, bombo, kambu e pampuu, todos diretamente se referindo a bambu, o que indica, entre outros estudos, que os primeiros Didgeridoos eram feitos de bambu. Há outros sinônimos que, na linguagem dos aborígines, também têm alguma relação com bambu: garnbak, illpirra, martba, jiragi, yiraki e yidaki, sendo esses dois últimos os nomes mais usados para Didgeridoo pelos aborígines australianos.

Sonoridade

Os chamados “civilizados” fora da Austrália apenas recentemente o descobriram, impressionando-os pelo seu poderoso som grave, muitas vezes lembrando sintetizadores e mantras, e por facilmente criar harmônicos (overtones).

O Didgeridoo pode ser tocado sozinho, pelo puro prazer de emitir seus sons “viscerais”, como também pode acompanhar outros instrumentos, dando uma composição muitas vezes surpreendente.

Benefícios ao Tocar Didgeridoo

Para quem desfruta os sons do Didgeridoo, tocá-lo é uma excelente maneira de despertar a criatividade e a espontaneidade e de relaxar a mente acelerada, descansando-a e deixando-a mais aguçada, além de aumentar a vitalidade pelo aumento da expansão respiratória provocada. Tocá-lo também se torna um profundo lazer pessoal e uma agradável meditação.

Uma explicação para alguns de seus benefícios percebidos é a expiração prolongada que ele exige, o que naturalmente ativa o Sistema Nervoso Parassimpático, desencadeando assim a sensação de bem-estar e calma.

Esses relatos acima são comuns entre os tocadores de Didgeridoo, embora sejam poucas as pesquisas científicas em relação aos seus benefícios. Dentre elas podemos citar:

• Em uma pesquisa publicada pelo British Medical Journal, entre várias outras pesquisas sobre o mesmo tema, conclui-se que tocar Didgeridoo regularmente, e fazendo a respiração circular enquanto se toca, realmente ajuda a reduzir o ronco e a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, provavelmente por fortalecer a musculatura das vias aéreas superioras.

• Em um Trabalho de Conclusão do Curso de Naturologia, da Universidade Anhembi Morumbi, realizado por Fábio Simões Cardoso e Manfred Konrad Richter, conclui-se que tocar Didgeridoo eleva significativamente o Tempo de Expiração Máxima (TEM) ou fôlego, além de ter efeitos importantes na diminuição da ansiedade e da vulnerabilidade ao estresse, havendo também indícios a serem melhores investigados de melhora na tonalidade da voz e de ser um fator auxiliar no combate ao tabagismo.

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